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Investigação Heirstone Consulting · A Série África · outubro de 2026

Custos de construção e tecnologias construtivas: Nove cidades, um metro quadrado

Quanto custa construir em nove cidades africanas, porque é que os custos diferem e quando é que as tecnologias construtivas os reduzem, com o Cairo como termo de comparação.

30 páginas · PDF · em inglês e francês · gratuito

Disponível também em francês: Coûts de construction et technologies du bâtiment: Neuf villes, un mètre carré. Escolha o idioma ao solicitar o relatório.

Capa do relatório de investigação da Heirstone Consulting «Custos de construção e tecnologias construtivas: Nove cidades, um metro quadrado»

O relatório em seis números

2,9x

o preço da AECOM para um edifício residencial de vários pisos em Lagos face a Nairobi, no mesmo guia 2024/25: US$ 2330 contra US$ 796 por m²

US$ 4,13

um saco de cimento de 50 kg no Egito em 2025, o preço mais baixo das dez cidades. O mesmo saco custava US$ 11,03 em Kinshasa.

14%

o peso do cimento e da cal no índice de custos de construção do Quénia. A mão de obra pesa 21% e o aço 11%.

5% a 39%

de juros numa obra de dois anos financiada integralmente com dívida, em percentagem do custo direto, de Casablanca a Lagos

57% a 59%

acrescentados ao preço do cimento importado pelos direitos aduaneiros e pelo IVA no Quénia e na Tanzânia, face a 14% no Egito

15%

a poupança registada numa escola impressa em 3D já concluída no Malawi. A estratégia de impressão 3D do Dubai tinha anunciado 50% a 70%.

Em síntese

As nove cidades não partilham um mesmo problema de custos. Em cada uma, é uma camada diferente do metro quadrado que sai cara, e as tecnologias construtivas raramente são a primeira solução.

Reunimos no Índice Heirstone de Custos de Construção 2026 os custos de construção publicados, os preços do cimento e do aço, as tarifas aduaneiras, as taxas de juro dos empréstimos, os salários e a evidência sobre construção industrializada de nove cidades africanas e do Cairo, e medimos quantos pontos de custo de construção cada alavanca poderia poupar em cada cidade. A principal alavanca varia de cidade para cidade: o crédito em Lagos e Libreville, a fronteira em Nairobi e Dar es Salaam, o cimento e o transporte em Kinshasa, Duala, Abidjan e Casablanca. As tecnologias construtivas compensam sobretudo pelo tempo, e só com volume.

  1. Os custos publicados variam numa proporção de três para um, e seis das nove cidades não têm um preço de referência atual nos guias.

    A AECOM situa um edifício residencial de vários pisos em US$ 2330 por m² em Lagos, US$ 893 em Dar es Salaam e US$ 796 em Nairobi. Kinshasa, Duala, Libreville, Abidjan e Dacar só têm médias nacionais ou regionais, sobretudo valores de escritórios de prestígio, e Casablanca não tem qualquer custo de construção publicado. Os apartamentos egípcios, a US$ 720-1270 por m² com especificação local, custam menos 45% a 69% do que em Lagos.

  2. O cimento é uma alavanca menor do que o seu preço sugere.

    Um saco custa US$ 4,13 no Egito e US$ 11,03 em Kinshasa, mas o cimento e a cal pesam 14% no índice de custos de construção do Quénia. O regulador da concorrência da Nigéria estima a capacidade em 60 a 65 milhões de toneladas para uma procura de 25 a 30 milhões de toneladas, e ainda assim o cimento custava US$ 135 a 217 por tonelada em 2026. O Egito utiliza os seus fornos a cerca de 86% da capacidade e vendeu a US$ 101 a 106 por tonelada mesmo no pico de 2025.

  3. A fronteira e a estrada acrescentam até 60% ao preço de um saco de cimento.

    Os direitos aduaneiros e o IVA acrescentam 57% a 59% ao cimento importado no Quénia e na Tanzânia, 41% a 43% nas zonas do franco CFA e em Marrocos, e 14% no Egito. A tabela oficial de preços do Gabão situa o cimento 37% a 60% mais caro no interior do que nos arredores de Libreville, e o preço em Kinshasa caiu para metade, de US$ 21 para US$ 11 por saco, quando terminou uma greve dos transportes.

  4. Nas cidades mais caras, o dinheiro e as margens pesam mais do que os materiais.

    Os juros de uma obra de dois anos representam 5% do custo direto em Casablanca e 21% a 39% em Lagos, onde os empreiteiros acrescentam ainda 35% de custos gerais e lucro numa obra pequena, face a 15% em Nairobi. Os Camarões e o Gabão partilham uma taxa diretora de 4,50%, mas o crédito bancário custava 9,03% e 21,51%, respetivamente.

  5. A tecnologia compensa pelo tempo, e só com volume.

    As poupanças anunciadas descem de 50% a 70% na estratégia do Dubai para 10% a 15% nos projetos concluídos. As poupanças de tempo de 30% a 50% resistem melhor e valem mais onde o dinheiro é caro: encurtar em um quarto um prazo de obra de dois anos poupa 6 a 12 pontos de custo direto em Lagos e cerca de 1,6 em Dacar.

O que significa

Recomendações por destinatário

Governos, agências fundiárias e agências de promoção do investimento

Começar pelo degrau mais alto da sua própria cidade: o escalão pautal de 35% da Comunidade da África Oriental e as taxas sobre o clínquer e o aço na África Oriental, o corredor de transporte no Gabão e na RDC, e o clínquer produzido localmente nos Camarões, no Gabão e na Costa do Marfim. Publicar um índice de custos de construção por cidade e tipo de edifício, aprovar normas para os sistemas industrializados antes de financiar fábricas e limitar os prazos de licenciamento, como faz o código de construção do Egito com 30 dias.

Financiadores, instituições financeiras de desenvolvimento, fundos de pensões e gestoras de ativos

Um crédito à construção mais barato e com prazos mais longos é a principal alavanca em Lagos e Libreville, valendo 14 a 18 pontos de custo direto numa obra de dois anos, mais do que qualquer material. Analisar o prazo de execução com o mesmo rigor que a taxa, financiar fábricas de pré-fabricados apenas com uma carteira de projetos que passe o Teste de Volume e concentrar o crédito de longo prazo na África Central.

Promotores, empreiteiros e empresas ocupantes

Agrupar a obra em lotes de grande escala: em Lagos, um lote grande reduz em cerca de 8% os custos gerais, o lucro e os custos de estaleiro. Adquirir os materiais da estrutura a nível regional, orçamentar em moeda local indicando a data da taxa de câmbio, escolher o sistema construtivo em função do degrau mais alto da cidade e encomendar uma estimativa de custos local onde uma cidade só tenha uma média de escritórios de prestígio.

No relatório completo

30 páginas de evidência, referências comparativas e testes

  1. Quanto custa um metro quadrado
  2. O cimento é a parte menor da fatura
  3. Direitos aduaneiros, taxas e transporte
  4. O preço do tempo
  5. Quando compensam as tecnologias construtivas
  6. De Casablanca a Dar es Salaam
  7. A Escala Heirstone de Custos

Bases de dados Heirstone

10

cidades no Índice Heirstone de Custos de Construção 2026: nove cidades africanas, com o Cairo como termo de comparação

5

degraus na Escala Heirstone de Custos, medidos para cada cidade: rapidez, crédito, margem, fronteira e cimento

5

condições no Teste Heirstone de Volume para saber se uma fábrica de pré-fabricados compensa: carteira de projetos, volume, aprovações, financiamento e distância

Elaborado a partir de fontes públicas atualizadas a outubro de 2026. Todos os números estão referenciados no relatório, e os que obtemos combinando valores publicados estão assinalados como análise Heirstone.

Perguntas frequentes

Quanto custa construir por metro quadrado em Lagos e Nairobi?

O guia para África 2024/25 da AECOM situa o custo médio de um edifício residencial de vários pisos em US$ 2330 por m² em Lagos, US$ 893 em Dar es Salaam e US$ 796 em Nairobi, excluindo IVA, terreno, arranjos exteriores e honorários. O inquérito de 2026 da Turner & Townsend, uma média de seis tipos de edifício com especificação internacional, situa Lagos em US$ 1927 e Nairobi em cerca de US$ 851. A Knight Frank situa os apartamentos no Egito entre US$ 720 e 1270 por m².

A impressão 3D ou a pré-fabricação tornam os edifícios mais baratos em África?

Menos do que se afirma. As poupanças anunciadas descem de 50% a 70% na estratégia de impressão 3D do Dubai para cerca de 15% numa escola impressa em 3D já concluída no Malawi e 10% numa casa impressa na Alemanha. As poupanças de tempo de 30% a 50% resistem melhor e compensam mais onde o crédito é caro: concluir em 18 meses uma obra de dois anos poupa em Lagos 6 a 12 pontos de custo direto em juros. Uma fábrica só compensa com volume, e é isso que o Teste Heirstone de Volume verifica.

Porque é que o cimento custa mais em algumas cidades africanas?

Sobretudo por causa dos direitos aduaneiros, do transporte e do clínquer importado. Os direitos aduaneiros e o IVA acrescentam 57% a 59% ao cimento importado no Quénia e na Tanzânia, face a 14% no Egito; o cimento custa mais 37% a 60% no interior do Gabão do que nos arredores de Libreville, e um saco de 50 kg custava US$ 11,03 em Kinshasa em 2024, face a US$ 4,13 no Egito em 2025.

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