Os mercados de fronteira e de elevado crescimento não são mais arriscados do que os mercados maduros em todos os aspetos. São arriscados de formas mal avaliadas e raramente documentadas. Avaliamos o risco político, regulatório e do clima de investimento tal como incide sobre uma decisão concreta — o horizonte de uma concessão, um plano de faseamento, uma posição fundiária, um compromisso de capital — e apresentamos um juízo sobre o qual um comité de investimento ou um conselho de administração pode agir, e não uma notação de país.

Apuramos como são efetivamente tomadas as decisões no mercado: onde reside a autoridade, que instituições a detêm de forma duradoura e quão exposta está a coligação reformista que sustenta um programa a uma transição ou sucessão. O horizonte relevante é o do ativo, não o do ciclo eleitoral — uma concessão a trinta anos exige uma leitura sobre se o acordo sobreviverá a quem o assinou.
Testamos a fiabilidade dos instrumentos concretos de que um investimento depende — titularidade e registo de terrenos, licenciamento e autorizações, exequibilidade dos contratos e via prática de resolução de litígios — à luz dos precedentes, e não apenas da lei. O que importa não é saber se as proteções existem no papel, mas como se comportaram quando postas à prova, e contra quem.
Avaliamos a convertibilidade e o repatriamento de lucros, a capacidade orçamental do Estado ou da contraparte pública para honrar obrigações de longo prazo, bem como a exposição a sanções, à estrutura acionista e a riscos de integridade ao longo da cadeia de contrapartes. Nas estruturas de PPP e de concessão, isto determina frequentemente a bancabilidade mais do que o próprio cenário de procura.
Submetemos a estratégia a testes de esforço face a um conjunto definido de cenários e incorporamos as mitigações na própria operação — faseamento e compromissos escalonados, governação e direitos de intervenção (step-in), seguro de risco político e participação de instituições financeiras de desenvolvimento ou multilaterais usada deliberadamente como fator de estabilização. O resultado é um conjunto de decisões, não um registo de riscos.
O risco-país raramente é uma questão isolada. Surge num estudo de viabilidade cujos retornos pressupõem um regime regulatório estável, num mandato de captação de investimento que tem de responder à primeira objeção de um investidor e numa estrutura de PPP cuja lógica assenta inteiramente na repartição do risco entre as partes pública e privada. Conduzimos esta avaliação como mandato autónomo quando uma decisão o exige e, nos restantes casos, como teste de esforço integrado no trabalho de estratégia.
O nosso trabalho abrange o risco político, regulatório e do clima de investimento na medida em que afeta a afetação de capital e a conceção de programas. Está deliberadamente circunscrito à decisão de investimento: não prestamos consultoria em segurança operacional ou física, serviços de proteção ou resposta a crises, e di-lo-emos com clareza sempre que um mandato o exigir.
Estratégia de visão nacional
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